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Latência nas interconexões: importância da resposta entre operações

Todos os dias, bilhões de internautas pelo mundo acessam e compartilham conteúdos por meio de provedores de acesso e enfrentam problemas de latência nas interconexões. No Brasil, o último balanço do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o País tem 116 milhões de pessoas conectadas à internet, o que representa 64,7% de toda a população. Além disso, a alta conectividade e o compartilhamento de dados entre diferentes dispositivos têm aumentado continuamente. De acordo com a consultoria IDC, os gastos mundiais com Internet das Coisas (IoT) deve seguir num ritmo de crescimento médio de 15,6% entre 2015 e 2020, chegando a US$ 1,29 trilhão no fim deste período.

Nesse contexto, apesar de ter um papel fundamental na vida de pessoas e corporações, o funcionamento da estrutura da internet e dos canais de conexão ainda são pouco conhecidos. Quando pensamos na organização da rede, é difícil imaginar como se dão as trocas de informações entre usuários e provedores.

A troca de dados entre os provedores de internet é essencial para que esse mecanismo opere de maneira eficaz. Pensando nisso, foram criados os Pontos de Trocas de Tráfego (PTTs), que funcionam como pontos concentradores, nos quais os provedores podem conectar as suas estruturas de conectividade e servidores de conteúdo. Os PTTs são os pilares para garantir conexão segura, rápida e confiável para os usuários.

Nesse sistema, o PIX é um ponto de interconexão central que garante uma conexão direta entre as redes dos principais provedores de internet (ISP – Internet Service Provider) e empresas com AS (Autonomous System), facilitando a troca de informações e tráfego.

É importante notar que um PTT pode ter vários PIXes. Empresas particulares, como provedores de data centers, também podem operar como PIXes quando estabelecem uma conexão com o PIX central da região por meio de uma fibra óptica proprietária, o que permite grande escalabilidade dos volumes de dados. Elas podem, então, oferecer esse serviço como diferencial aos seus clientes.

Há inúmeras vantagens para um provedor de internet que se conecta a um hub como esse, como economia no trânsito de dados e maior velocidade na conexão direta com outros provedores. Afinal, o tráfego passa a ser trocado no hub e não precisa ir até a internet pública para chegar ao seu destino final.

A adoção desse serviço de conectividade também garante redução de custos com infraestrutura de telecomunicações e em franquia de dados com a operadora, menor latência na troca de tráfego, além de alta qualidade de conexão entre as empresas.

Assim, podemos dizer que a conexão junto ao PTT/PIX representa altos ganhos competitivos para as companhias, que, com um sistema bem estruturado, alcançam melhores posições no mercado em que atuam. Essa infraestrutura facilita toda a distribuição de tráfego e de conteúdo na rede e o resultado é um acesso mais rápido e com custos reduzidos.

Velocidade crescente

Segundo o estudo Global Interconnection Index Volume 2 (GXI Vol.2), até 2021, a velocidade de interconexão deve ultrapassar a marca de 8,2 mil Tbps (terabytes por segundo) de largura de banda instalada. O volume representa uma Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de 48% (10 vezes a capacidade projetada de tráfego da internet no período).

Para melhor entender o conceito, velocidade de interconexão é a capacidade total disponibilizada para troca de tráfego, privada e direta, com um conjunto diversificado de contrapartes e provedores em Pontos de Troca de Tráfego de TI distribuídos geograficamente dentro de data centers de colocation carrier-neutral.

Um dos setores que deve consumir a maior parte da capacidade de velocidade de interconexão na América Latina é o de conteúdo e mídias digitais. Os provedores deste segmento estão localizando seu conteúdo na região e fazendo parcerias com provedores de internet locais, possibilitando um crescimento de dez vezes maior do que a rede pública. Outros setores que merecem destaque são o Cloud e Serviços de TI, Bancos e Seguradoras.

Em 2017, o Relatório Gartner afirmou que, até 2025, 80% das empresas terão desligado os data centers tradicionais em comparação aos 10% de hoje. “No curto prazo, a topologia simples e a interconexão física por meio de fibra óptica darão motivos convincentes para utilizar a interconexão de data centers como o ponto de integração, ou ‘cola’, para o negócio digital”, afirma o vice-presidente do Gartner, Bob Gill. “Conforme os tecidos de interconexão de data centers prevalecerem e suas APIs forem padronizadas e gravadas, o dinamismo e a velocidade dessas conexões promoverão o desenvolvimento de aplicações ainda mais úteis”, disse.

Transformações como essas, no entanto, não vão acontecer da noite para o dia. Para enfrentar o desafio, as empresas precisam estar dispostas a mudar gradualmente a forma de pensar em como prestar serviços aos clientes. Sua empresa está pronta? Entre em contato com nossos especialista e descubra!

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